Semana de arte de 1922 - antropofagia

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Semana de arte de 1922 - antropofagia

Mensagem por AdminProfessoraGicelle em Seg Out 17, 2016 1:29 pm

Alunos, 

Esse fórum é só uma maneira de ter um canal on line com vcs. Ele tem vários problemas, como por exemplo não deixar eu colocar o texto como anexo do word. Mandarei agora uma cópia para a secretaria da escola, nele terão as imagens que não consegui colocar nesse. 

É matéria de quarto bimestre, por isso, pegue-o.  

Beijos bounce

Professora Gicelle  cyclops


SEMANA DE ARTE MODERNA DE 1922 Laughing
 
A Semana de Arte Moderna, também chamada de “Semana de 22”, aconteceu no Teatro Municipal de São Paulo, de 11 a 18 de fevereiro de 1922. Foi um encontro de novas ideias estéticas, que mudaram a arte e a literatura brasileiras.
Foram realizadas conferências e palestras sobre diferentes temas relacionados às formas de expressão artística no Brasil e no mundo. No saguão do teatro, uma exposição mostrava as modernas tendências das artes plásticas, com cores e formas que chocaram os apreciadores de uma arte mais comportada.
Durante o evento, foram realizados diferentes festivais, cada um dedicado a um tema: pintura e escultura, literatura, poesia e música.
Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Vítor Brecheret, Heitor Villa-Lobos, Menotti del Pichia, Guilherme de Almeida e Sérgio Milliet foram alguns dos grandes nomes que participaram da Semana, além de inúmeros outros artistas.
Muitos deles, como Oswald de Andrade e Anita Malfatti, tiveram contato com as novas vanguardas artísticas em viagens feitas ao exterior. Ao voltar para o Brasil, incorporaram as novas ideias a seu trabalho, propondo novas formas de expressão artística dentro da valorização das características nacionais. A renovação da linguagem era uma necessidade da intelectualidade brasileira no início do século XX.
Um dos símbolos da Semana de 22 foi a revista Klaxon, espécie de porta-voz do movimento. Outro marco foi a publicação do livro de poesias Pauliceia desvairada, de Mário de Andrade, em que ele analisa poeticamente a cidade de São Paulo e lança as bases estéticas do modernismo.
Apesar de sua relevância, a Semana de 22 só veio a ser valorizada muito tempo depois. Quando ela aconteceu, a reação de grande parte do público foi hostil. Não aconteceu plenamente a aceitação do novo, mesmo da parte de importantes artistas e escritores. Monteiro Lobato foi um de seus críticos mais severos. Com o tempo é que ela passou a ser considerada o ponto de partida do modernismo no Brasil, um movimento artístico que pregava a liberdade de expressão e de estilo e a autonomia dos artistas, com a valorização da identidade brasileira em toda a sua variedade.
Alguns movimentos artísticos que vieram bem depois, na segunda metade do século XX, podem ser considerados desdobramentos das ideias estéticas apresentadas originalmente na Semana de 22. Se destacam, no cinema, os filmes do diretor Glauber Rocha; na música, o movimento do Tropicalismo; e no teatro, a chamada geração do Teatro Lira Paulistana, em São Paulo (com destaque para Itamar Assunção e Arrigo Barnabé).
Estilo ABNT:
Semana de Arte Moderna de 1922. In Britannica Escola Online. Enciclopédia Escolar Britannica, 2016. Web,
2016. Disponível em: <http://escola.britannica.com.br/article/483556/Semana-de-Arte-Moderna-de-1922>. Acesso em:
17 de outubro de 2016.
 
A SEMANA
Um dos principais eventos da história da arte no Brasil, a Semana de 22 foi o ponto alto da insatisfação com a cultura vigente, submetida a modelos importados, e a reafirmação de busca de uma arte verdadeiramente brasileira, marcando a emergência do Modernismo Brasileiro.
A partir do começo do século XX era perceptível uma inquietação por parte de artistas e intelectuais em relação ao academicismo que imperava no cenário artístico. Apesar de vários artistas passarem temporadas em Paris, eles ainda não traziam as informações dos movimentos de vanguarda que efervesciam na Europa. As primeiras exposições expressionistas que passaram pelo Brasil - a de Lasar Segall em 1913 e, um ano depois a de Anita Malfatti - não despertaram atenção; é somente em 1917, com a segunda exposição de Malfatti, ou mais ainda com a crítica que esta recebeu de Monteiro Lobato, que vai ocorrer uma polarização das idéias renovadoras. Através do empresário Paulo Prado e de Di Cavalcanti, o verdadeiro articulador, que imaginou uma semana de escândalos, organiza-se um evento que irá pregar a renovação da arte e a temática nativista.
 
Desta semana tomam parte pintores, escultores, literatos, arquitetos e intelectuais. Durante três dias - entre 13 e 17 de fevereiro - o Teatro Municipal de São Paulo foi tomado por sessões literárias e musicais no auditório, além da exposição de artes plásticas no saguão, com obras de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Ferrignac, John Graz, Martins Ribeiro, Paim Vieira , Vicente do Rego Monteiro, Yan de Almeida Prado e Zina Aíta ( pintura e desenho ), Hildegardo Leão Velloso e Wilhem Haarberg ( escultura ). As manifestações causaram impacto e foram muito mal recebidas pela plateia formada pela elite paulista, o que na verdade contribuiria para abrir o debate e a difusão das novas ideias em âmbito nacional.
 
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